Impostos nos anúncios da Meta: o que mudou para anunciantes brasileiros a partir de 2026
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Desde janeiro de 2026, anunciantes brasileiros passaram a perceber uma mudança importante na cobrança dos anúncios veiculados nas plataformas da Meta, como Facebook e Instagram.
O valor final pago pelos anúncios ficou maior, mesmo sem alterações na estratégia, no orçamento de mídia ou na performance das campanhas.
Mas afinal, o que mudou, por que isso aconteceu e como funciona essa cobrança na prática?
Neste artigo, explicamos tudo de forma simples e objetiva.
O que mudou nos anúncios da Meta no Brasil
A partir de 2026, a Meta passou a repassar diretamente aos anunciantes brasileiros os impostos incidentes sobre anúncios digitais.
Antes disso, esses tributos eram absorvidos pela própria plataforma e não apareciam de forma clara para quem anunciava.
É importante destacar que não se trata de um novo imposto.
Os tributos já existiam. O que mudou foi quem paga e como essa cobrança aparece.
O que significa o repasse de impostos
Na prática, o repasse de impostos significa que:
- O valor definido como orçamento de mídia continua sendo usado apenas para anúncios
- Os impostos passam a ser cobrados separadamente, aumentando o valor total pago
- O custo final da publicidade fica maior do que o orçamento configurado no Gerenciador de Anúncios
Ou seja, se antes você investia R$ 1.000 e esse era o valor total pago, agora esse mesmo investimento gera uma cobrança adicional referente aos tributos.
Quais impostos incidem sobre os anúncios da Meta
Os principais impostos envolvidos nessa cobrança são:
- ISS (Imposto Sobre Serviços)
- PIS e COFINS
Somados, esses tributos representam, em média, um acréscimo de cerca de 12% sobre o valor investido em mídia.
A alíquota exata pode variar, mas esse percentual é uma referência prática para planejamento.
Como funciona a cobrança na prática
A forma como o imposto é cobrado depende do meio de pagamento utilizado pelo anunciante.
Pix e boleto (pagamento antecipado)
Para quem utiliza Pix ou boleto, o pagamento já precisa ser feito com o valor total, somando mídia + imposto.
Exemplo:
Se o objetivo for investir R$ 1.000 efetivamente em anúncios, o pagamento deverá ser de aproximadamente R$ 1.120.
R$ 1.000 → crédito real de mídia
R$ 120 → valor referente aos impostos
Somente o valor líquido é convertido em anúncios. O restante corresponde exclusivamente à carga tributária.
Cartão de crédito
No cartão de crédito, a dinâmica é diferente:
- A campanha consome normalmente o orçamento configurado
- Os impostos são adicionados à fatura no fechamento do período
- O valor final cobrado no cartão fica maior do que o orçamento definido inicialmente
Isso pode gerar surpresa para anunciantes que não acompanham a fatura com atenção.
O que muda para quem anuncia
A mudança não altera a entrega dos anúncios, segmentações, formatos ou algoritmos.
O impacto é financeiro e estratégico.
Os principais efeitos são:
- Aumento do custo total investido
- Possível impacto em métricas como CPA, CPC e ROAS
- Necessidade de revisar orçamentos e metas
Quem não ajusta o planejamento pode acabar comprando menos mídia do que o esperado ou interpretando resultados de forma equivocada.
Essa mudança afeta a performance das campanhas?
Diretamente, não.
Os anúncios continuam sendo exibidos da mesma forma nas plataformas como Facebook e Instagram.
O que muda é o custo real da operação.
Por isso, a eficiência passa a depender ainda mais de:
- Planejamento correto
- Leitura precisa de dados
- Estratégia bem definida
Como anunciantes podem se preparar para esse novo cenário
Algumas boas práticas ajudam a lidar melhor com essa mudança:
- Considerar o imposto no orçamento total de mídia
- Ajustar metas de performance com base no custo real
- Acompanhar faturas e comprovantes de pagamento
- Alinhar o tema com a contabilidade da empresa
- Trabalhar com planejamento de médio e longo prazo
Informação e organização são os principais aliados nesse momento.
Conclusão
A cobrança de impostos nos anúncios da Meta, em vigor desde janeiro de 2026, mudou a forma como os anunciantes brasileiros pagam pela mídia, mas não mudou a lógica da publicidade digital.
Com planejamento, ajuste de expectativas e boa gestão financeira, é possível continuar anunciando de forma eficiente e sustentável.

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